sexta-feira, 16 de novembro de 2012

NOVO REI, NOVAS LEIS, MAS A MESMA VERDADE...


Gosto de me lembrar das máximas que meu pai nos dizia na intimidade familiar. Ele era um homem simples, a começar pelo nome, José. Era feliz, inteligente e sábio. Vez em quando, me pego repetindo suas frases simples, mas cheias de uma verdade estonteante. Uma dessas frases era: “Meu filho, para bom empregado não existe patrão ruim”.

Quando analisamos a verdade que emerge da frase acima, somos levados a concordar com ela – excetuando os patrões de fato ruins – uma vez que em certa medida a benevolência ou malevolência humanas têm um elemento de reciprocidade inerente. Analisemos: Um empregado que chega sempre atrasado, mas é pontual na hora de ir embora; que reclama do trabalho; que faz corpo mole; que parece sempre insatisfeito com o salário e com as funções a ele atribuídas; que sempre reclama o bônus, mas não quer arcar com o ônus do ofício... Pode esperar uma contrapartida do empregador que não seja diretamente proporcional ao seu comportamento?

Constantemente ouço as pessoas reclamando do governo. O governo é corrupto; o governo cobra demasiados e exorbitantes impostos enquanto não faz investimentos públicos necessários ao bem-estar geral: saúde, transportes, estradas, segurança pública, educação e por aí vai... Muitos desses queixosos são especialistas em burlar a lei, sonegar impostos, poluir o ambiente e um sem-fim de outras coisas e atos que revelam egoísmo e absoluta falta de comprometimento com o próximo ou com o senso de coletividade. Outra vez podemos ver o antagonismo recorrente entre o que se deseja de outrem e o que se pratica na individualidade.

E não é assim em outras facetas da vida humana? Nos relacionamentos afetivos e até mesmo no aspecto espiritual? No que tange ao último, até uma não-oração foi forjada em imitação inversa ao proposto na oração do Pai Nosso: “venha a nós o teu reino, tudo; seja feita a tua vontade, nada!”

Voltemos ao bucólico ditado de meu pai. De certa forma, as pessoas que estão na ativa, na qualidade de funcionários, quer públicos ou privados, são sempre liderados ou chefiados por outras pessoas. Quando alguém é transferido de setor, área, localidade ou função ou mesmo quando há mudanças na hierarquia de sua área de atuação existe grande probabilidade dessa pessoa se deparar com um novo líder ou chefe, gerente ou outra função equivalente. Quase sempre tal probabilidade causa apreensão e ansiedade porque geralmente tememos o desconhecido. Em se tratando de segurança, quase sempre as pessoas preferem o feio conhecido ao belo prometido.

Em qualquer das situações mencionadas, o ditado de meu saudoso pai continua verdadeiro e reflete uma lógica tão simples: não há o que temer quando fazemos a nossa parte com responsabilidade e equilíbrio, quando nos preocupamos mais em ser um colaborador adequado do que em ter um líder apropriado. Ouso, então, afirmar que para mim, a preocupação não está em quem vai me liderar no futuro próximo ou distante, de onde essa pessoa virá, sua aparência, seu nome ou se será boa ou ruim. Eu farei a minha parte, e, se meu velho pai tiver razão como muitas vezes demonstrou ter, posso afirmar sem medo de errar que a mim não importará se o rei for Rui ou se o Rei for Ruim...

“Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.” Romanos 12:18

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A ORAÇÃO DA OVELHA - Autor Desconhecido


TU, SENHOR, QUE TE APRESENTASTE COMO O BOM PASTOR PARA EXPLICAR TEU AMOR AOS HOMENS, AJUDA-ME A SER UMA BOA OVELHA.

QUE EU NÃO DESEJE ESCAPAR DO REDIL E QUE NUNCA ME ATRAIAM AS ALTURAS DAS CABRAS MONTESAS PARA ZOMBAR DO PASTOR E MORDISCAR O HORTO PROIBIDO.

OFEREÇO-TE MINHA MEDIOCRIDADE DIÁRIA DE OVELHA, PORQUE TU ME ACEITAS E ME QUERES ASSIM MESMO.

DÁ-NOS UM PASTOR QUE SE ASSEMELHE A TI, QUE NOS CONDUZA A BONS PASTOS E QUE NÃO SEJA MERCENÁRIO.

ESCOLHE PARA ELE AUXILIARES QUE NOS GUIEM E REÚNAM, MAS QUE NÃO SE COMPRAZAM EM ASSUSTAR-NOS OU CASTIGAR-NOS.

DA-LHE JUVENTUDE PARA PERMANECER CONOSCO NOS MONTES, E CURAR NOSSAS FERIDAS.

QUE NÃO TENHA VERGONHA DE CHAMAR-SE PASTOR DE OVELHAS – TU NÃO A TERIAS – E ISSO NOS ALEGRA.

ASSIM ESTAREI SEGURA DE QUE, SE ALGUM DIA FICAR PERDIDA NO MONTE, ELE VIRÁ BUSCAR-ME E ME LEVARÁ SOBRE SEUS OMBROS, FELIZ, DE VOLTA AO REDIL.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

UM ELOGIO DE UM AMIGO DISSIPA MIL CRÍTICAS

Posto aqui, com alegria, as palavras carinhosas de meu colega de ministério, o Pr. Michael Ruiz. Não o faço por descomedido orgulho e sim pela constatação de que 99% das mensagens que temos recebido contêm palavras de ânimo, expectativa e oração para que o nome de Deus seja cada vez mais louvado. Este texto representa as dezenas de mensagens que me tem chegado dando conta de que algo mudou para muitas pessoas a partir do último domingo. Como pastor, espero que tais decisões sejam duradouras, não só na vida de centenas de jovens, adventistas ou não, que tanto necessitam de algo que os motive positivamente.



Caríssimos pastores e amigos da saudosa AMC - Associação Mineira Central da Igreja Advneitsta do Sétimo Dia.

É com muito prazer que dirijo este correio a este seleto grupo de companheiros de ministério. Por ocasião da minha particular e sincera admiração a um colega que, com certeza deve ter experimentado em carne própria, por esses días, um satisfatório "orgulho santo".

Ontem, segunda-feira, tivemos um culto todo especial com toda a galera de alunos do IABC, quase 300 alunos. Contemplamos com muita emoção, por 15 minutos, os trechos principais do reality "A Casa da Ana Hickmann" e a apresentação das candidadas do reality ao irem ao palco do "Tudo É Possível"... Houve uma resposta muito, mais muito sentida mesmo por parte do auditório. Tive o encargo de encerrar o culto e revelar que tive o privilégio de conhecer a Wasthi e a sua afável família. 

Várias alunas, filhas de pastores, entre prantos me pediram para orar por um motivo muito especial; para que Deus lhes desse da mesma força que levou a Wasthi a testemunhar perante as câmeras, e a mesma coragem que ela teve de se orgulhar de Ser quem ela é, mesmo num mundo controverso e sem princípios.

Me chamou muito a atenção este pedido das meninas e rapazes, filhos de obreiros que vivem suas lutas e muitos deles desistem perante as pressões, e muito mais, diante das oportunidades de testemunhar ... Pois realmente o fato da querida Wasthi ter honrado o Quarto mandamento da santa lei divina foi por ter honrado primeiro o Quinto mandamento, pelo que ela receberá a benção da promessa decorrente.

Eu não tenho palavras para expresar a minha profunda admiração pela família do meu colega pastor Carlos Melo. Gostaria sim de pedir a receita!!! Para que um dia meus pequeninos deixem também orgulhoso o papai!!!

Parabéns a todos meus colegas e amigos, que no ministério pastoral investem tempo e esforço em nossos amados filhos e formosas esposas.

Wasthi, ...Sem comentários, você nem faz ideia da mensagem que plasmou na vida dos adolescentes que eu ví se emocionarem aqui no auditório. Especialmente quando lhes contei que você é filha de pastor. 

Eles com certeza foram marcados  por sua força, coragem e sobretudo a sua sinceridade; pois é verdade que nossos sonhos terrenos são de várias formas "truncados" pela nossa decisão de guardar o Santo Sábado. No momento da emoção a gente se questiona mesmo, nas câmeras ou fora das câmeras -rsrsrs-, mas é aquela força que não vem de nós, a sensação de dever cumprido, "porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação..." 2Cor.4:17. a que nos leva a perseverar e honrar nosso bondoso Pai e aos nossos pais ...Parabéns e Deus te encha de Sua infinita graça. Rebeca (filha de pastor) manda um abração de gratidão!

Deus vos abençõe a todos,

com estima Cristã

Pr. Michael Isaac Ruiz Figueroa
Preceptor IABC - Instituto Adventista  Brasil Central

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Reproduzo aqui a entrevista do jornalista e escritor Michelson Borges para a Rede Brasil Diário:


Entrevista para a Rede Brasil: Convicções religiosas

Em entrevista concedida à Rede Brasil Diário, o escritor e jornalista Michelson Borges dimensionou a atitude da jovem Wasthi Lauers de Castro, que desistiu de participar de um programa de reality show por causa da fé. De acordo com o escritor, em tempos como os de hoje, é raro ver pessoas lutando por aquilo que acreditam. (Veja a história de Wasthi aqui.)

1. Como você “enxergou” a atitude de Wasthi?

De uma tremenda coragem e senso de oportunidade. Declarar para milhões de telespectadores que abriu mão de uma grande oportunidade para se manter fiel à Palavra de Deus deve ter exigido da moça muita convicção e firmeza de caráter. Alguém poderia argumentar que ela foi um tanto imprudente ao aceitar participar de um programa que muito provavelmente colocaria à prova suas convicções de guardadora do sábado. Pode ser. Mas o que importa mesmo é que, no momento em que se viu sob pressão, Wasthi foi fiel e pôde testemunhar de sua crença, o que deixou admirada até mesmo a apresentadora do programa. Certamente, muitas pessoas devem ter pensado no exemplo dessa jovem que decidiu não violar sua consciência e sua fidelidade para com Deus – diga-se de passagem, algo muito raro nestes tempos de relativismo e corrupção moral.

2. Em sua opinião, o que leva uma pessoa a desistir de uma oportunidade como Wasthi teve? O que acontece na cabeça de uma pessoa com convicções tão fortes?

Uma íntima relação com o Criador, sólidos princípios morais e muita convicção de que a Bíblia, de fato, é a Palavra de Deus. É relativamente fácil obedecer a mandamentos que dizem: “Não matarás”, “Não furtarás”, etc., pois, se os transgredirmos, poderemos acabar na prisão. Há aí uma relação de causa e efeito negativa que inibe muita gente. Mas o que acontece com quem transgride o mandamento bíblico do sábado? Absolutamente nada, do ponto de vista humano. Quem guarda o sábado o faz pura e simplesmente porque reconhece que esse é um mandamento divino como os demais nove. Obedece porque está escrito e porque ama quem escreveu, e não porque poderá sofrer consequências, caso desobedeça.

3. Vale a pena desistir de sonhos e oportunidades (como Wasthi fez) por causa de uma religião?

Vale a pena desistir de sonhos quando temos um sonho maior do que todos os outros. Wasthi, os cristãos bíblicos em geral e os adventistas em particular têm um grande sonho: estar prontos para se encontrar com Jesus, quando Ele voltar. Todo e qualquer sonho ou plano para esta vida fica apequenado diante dessa grande esperança. Tudo o mais fica relegado a planos inferiores em perspectiva desse grande evento. Além disso, quando se tem a consciência afinada e sensível, uma das piores coisas é viver com o pensamento de se ter transgredido princípios que servem para nos proteger e que caracterizam nossa fidelidade ao Criador. Wasthi não desistiu de uma oportunidade simplesmente por causa de uma religião. Ela abriu mão daquilo por causa de seu amor a Deus. Muitos cristãos, ontem e hoje, têm tomado decisões semelhantes todos os dias.

4. O que os adventistas ganham com a guarda do sábado? Quais os benefícios disso?

Em Gênesis capítulo 2, vemos que Deus distingue o sétimo dia dos demais dias da semana: Ele descansa nesse dia (dando-nos o exemplo), abençoa-o e o santifica (separa-o). Deus fez isso e ninguém pode revogar esse feito. Portanto, os guardadores do sábado creem que o sétimo dia contém uma bênção que os demais dias não têm. Além de ser o memorial da Criação, conforme nos lembra o mandamento de Êxodo 20:8-11, o sábado é um dia especial de adoração a Deus e de tempo para convivência com a natureza e com a família. Se corretamente guardado (leia Isaías 58:13, 14), o sábado passa ser a solução para relacionamentos deteriorados (com Deus e com o semelhante) e um poderoso “antídoto” para o estresse. Assim, a devida observância do sábado, longe de ser um fardo, como pensam alguns, é uma bênção que confere saúde física, mental e espiritual. No que concerne à comunhão com Deus, há quem diga que, durante a semana, o cristão anda de mãos dadas com Jesus; no sábado, senta-se aos pés dEle para ouvi-Lo despreocupadamente (Salmo 46:10).

5. Em sua opinião, qual deveria ser a atitude de empregadores ao se depararem com homens e mulheres que têm em sua fé o sábado?

Se eu fosse proprietário de uma empresa, por exemplo, e me deparasse com um candidato adventista, levaria em conta a fidelidade dessa pessoa. Se alguém é tão fiel e íntegro a ponto de, por seu Deus, abrir mão de um emprego, de uma promoção, de um concurso, certamente essa pessoa é do tipo confiável, que se dedicará de maneira fiel também à empresa e aos empregadores. O respeito às crenças alheias e à liberdade religiosa igualmente revela nobreza de caráter. Assim, penso que as empresas, as escolas e os legisladores deveriam levar isso em conta e impedir que sejam prejudicados os observadores do sábado, em sua manifestação de fé pacífica e ordeira.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A CRÍTICA MERAMENTE PELA CRÍTICA, SE BASTA...

Meditando hoje sobre aquela espécie de crítica que não edifica, compus a seguinte relfexão:

A CRÍTICA MERAMENTE PELA CRÍTICA, SE BASTA...

Porque não é necessário ser inteligente, basta ser ardiloso.
Porque não é necessário conhecimento, bastam as suposições.
Porque não é necessário ter admiração, basta ter inveja.
Porque não é necessário ser feliz, basta fazer infelizes.
Porque não é necessário ter grandeza, mas apenas ser medíocre.
Porque não é necessário ter caráter, basta sentir ódio do mundo.
Porque não é necessário satisfação, basta ser vazio. 
Porque não demanda atitude, mas mero julgamento.
Porque não precisa ter experiência de vida, apenas pretensão.
 Porque não é necessário ser instrumento de Deus, basta ser arma do inimigo.
Porque não precisa de amor, apenas desprezo por todos (incluindo a si mesmo).

Nota do autor: Não se trata do significado semântico e científico da palavra crítica.